segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Borboletas alertam sobre a degradação da Floresta Amazônica

Estudo mostra que a incidência de borboletas frugívoras na região significa riscos ambientais. 



O entomologista Márlon Breno Costa Santos, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), desenvolveu pesquisa com borboletas  frugívoras – que se alimentam de frutos em decomposição – para entender se a sua distribuição nos espaços podem alertar sobre a degradação das florestas e causar desequilíbrio ambiental.

A pesquisa foi realizada com aporte do Governo do Estado, por meio do Programa de Apoio à Excelência Acadêmica (Pró-Excelência), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), na Reserva Florestal Adolpho Ducke, zona Norte de Manaus, onde se concentram várias espécies de plantas e borboletas.

Foram coletadas armadilhas conhecidas como “arapuca entomológica”, na qual se coloca banana e melaço estragados como isca para as borboletas, para identificar as espécies. O objetivo, segundo o pesquisador, é mostrar que as borboletas, que têm papel importante no equilíbrio ambiental podem nos alertar sobre os riscos ambientais que pairam sobre a floresta amazônica. 

Parcerias 
Colaboraram com o projeto o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que forneceu bolsa de mestrado para Márlon e auxiliou na coleta das plantas, a Capes que forneceu bolsa de doutorado para um dos participantes do projeto, e o Programa de Pesquisas em Biodiversidade (PPBio) que forneceu a infraestrutura.

Além deles, pesquisadores e doutores do INPA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e da Universidade de São Paulo (USP) contribuíram com dados sobre plantas e borboletas da Reserva Ducke, assim como a FAPEAM, que custeou todas as despesas de campo durante a coleta das borboletas.


Foto: Divulgação


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