quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Incêndio criminoso destrói Departamento de Patrimônio Histórico do Acre

Tudo indica que as ações foram coordenadas e parecem ligadas ao contexto da crise. O incêndio começou a 1h30 da madrugada. Uma grande perda para a memória do Acre.



Um incêndio criminoso destruiu nas primeiras horas da madrugada de hoje o Departamento de Patrimônio Histórico do Rio Branco, Acre, localizado no Parque Capitão Ciríaco, órgão vinculado à Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour.

Quatro homens encapuzados invadiram o Parque Capitão Ciríaco, arrombaram a porta da casa de madeira, renderam o vigia, espalharam documentos no chão, jogaram gasolina e atearam fogo.

Ao que tudo indica, as ações estão relacionadas com outros atos criminosos que vêm ocorrendo no Estado. Foi registrada uma tentativa de incêndio no mercado municipal de Sena Madureira, ataques a órgãos de segurança pública, dentre outros.

O acervo do Departamento de Patrimônio Histórico de Rio Branco era mantido em local pouco seguro e sua cópia digitalizada foi destruída pelo fogo, pois se encontravam dentro dos computadores que estavam no local.  

O Departamento de Patrimônio Histórico do Acre é responsável pela identificação, preservação e promoção do Patrimônio Cultural do Estado do Acre, indistintamente, e tem como competência realizar estudos e pesquisas relacionadas à história e memória do Estado.



A história da museologia do Acre é relativamente recente, tem como marco a criação do Museu da Borracha, em 1978. Apesar disso, o Estado é a unidade federativa com maior porcentagem de municípios dotados de museus da região Norte.


A palavra Acre é uma tradução do vocábulo Áquiri, que na versão dos viajantes do século XIX, na língua dos extintos índios Ipurinã, era Uwakuru, “rio verde”. Entretanto, parece derivar-se da palavra tupi a´kir ü, ou a´kir, do verbo ker, cujo significado é dormir, sossegar.

Fotos: Divulgação.

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