Tudo indica
que as ações foram coordenadas e parecem ligadas ao contexto da crise. O
incêndio começou a 1h30 da madrugada. Uma grande perda para a memória do Acre.
Um incêndio
criminoso destruiu nas primeiras horas da madrugada de hoje o Departamento de
Patrimônio Histórico do Rio Branco, Acre, localizado no Parque Capitão Ciríaco,
órgão vinculado à Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour.
Quatro
homens encapuzados invadiram o Parque Capitão Ciríaco, arrombaram a porta da
casa de madeira, renderam o vigia, espalharam documentos no chão, jogaram
gasolina e atearam fogo.
Ao que tudo
indica, as ações estão relacionadas com outros atos criminosos que vêm
ocorrendo no Estado. Foi registrada uma tentativa de incêndio no mercado
municipal de Sena Madureira, ataques a órgãos de segurança pública, dentre outros.
O acervo do
Departamento de Patrimônio Histórico de Rio Branco era mantido em local pouco
seguro e sua cópia digitalizada foi destruída pelo fogo, pois se encontravam
dentro dos computadores que estavam no local.
O
Departamento de Patrimônio Histórico do Acre é responsável pela identificação,
preservação e promoção do Patrimônio Cultural do Estado do Acre,
indistintamente, e tem como competência realizar estudos e pesquisas relacionadas
à história e memória do Estado.
A história
da museologia do Acre é relativamente recente, tem como marco a criação do Museu
da Borracha, em 1978. Apesar disso, o Estado é a unidade federativa com maior
porcentagem de municípios dotados de museus da região Norte.
A palavra
Acre é uma tradução do vocábulo Áquiri, que na versão dos viajantes do século
XIX, na língua dos extintos índios Ipurinã, era Uwakuru, “rio verde”. Entretanto, parece derivar-se da palavra tupi
a´kir ü, ou a´kir, do verbo ker, cujo
significado é dormir, sossegar.
Fotos: Divulgação.


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