A crise econômica nos Institutos de
Pesquisas do Amazonas será tema de debate na Câmara Federal, em Brasília. O
deputado federal professor Gedeão Amorim (MDB) apresentou um requerimento na
Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Amazônia (Cindra)
da Casa Legislativa, solicitando a realização de uma Audiência Pública para
discutir o cenário dessas entidades no Estado.
“Quando não se prepara cérebros,
gasta-se muito mais para tratar a criminalidade. Não podemos permitir quer
institutos com tradição de pesquisas passem essa penúria”, afirmou o
parlamentar. Segundo ele, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa),
considerado uma das maiores entidades de biologia tropical do mundo, está sem
recursos até para comprar combustível, desde o mês de novembro do ano passado.
O deputado informou ainda que o Inpa
também não consegue contratar novos motoristas para transportar pesquisadores
nos trabalhos de campo. Ele relembrou que uma das unidades do instituto chegou
a ficar sem água por mais de uma semana por problemas técnicos. “O conserto do
equipamento teve de ser pago por um pesquisador, que tirou recursos do próprio
bolso para sanar o problema. É verdadeiramente uma lástima termos que ler e
propagar uma notícia como esta”, lamenta Gedeão.
Apoio
Os servidores do Inpa realizaram na
última quinta-feira, 12, uma assembleia para debater o futuro do Instituto.
Para o secretário de administração do Sindicato dos Servidores Públicos
Federais no Amazonas (Sindsep-AM), Jorge Lobato, ter um parlamentar da bancada
do Estado nesta luta será de fundamental importância.
“Infelizmente, ainda não temos um
clamor por parte dos parlamentares da nossa bancada e se o professor Gedeão
está dando o ponta pé inicial, nós, com certeza iremos somar com ele e vamos
subsidiá-lo com todo o conteúdo necessário”, afirmou o secretário do
Sindsep-AM.
Gedeão Amorim declara total apoio à
causa e acredita que mesmo com a crise que assola todo o País, manter essas
instituições são essenciais para a manutenção das populações e para o
desenvolvimento da educação, da ciência e da tecnologia.
Orçamento
“No ano passado, tivemos um orçamento
de cerca de R$ 42 milhões para estas instituições, o que já era bastante
reduzido, e para o ano de 2018 o orçamento foi reduzido em 40%, portanto,
ficando com R$ 25 milhões apenas. Isso faz com que essas entidades percam, aos
poucos, seus quadros importantes de servidores, cientistas e contratados”,
aponta Gedeão.
Ele disse ainda que independente de
qualquer destino dos institutos, dispensar os cuidados com essas entidades que
são essenciais para o desenvolvimento do povo é negligenciar a
Educação.
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