O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) e o Núcleo de Estudos de
Políticas Territoriais na Amazônia da Universidade Federal do Amazonas
(Nepta/Ufam) promovem, nesta segunda-feira (3), o seminário "Povos
indígenas na cidade e políticas públicas". O evento será realizado no
auditório Rio Solimões do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais
(IFCHS), localizado no setor Norte do Campus Universitário, das 8h30 às 17h.
Participam da mesa de abertura o
procurador regional da República João Akira Omoto, representante da 6ª Câmara
de Coordenação e Revisão do MPF, e o procurador da República Fernando Merloto
Soave, que atuam na temática relativa a populações indígenas e comunidades
tradicionais. A professora Maria Helena Ortolan representará o Nepta/Ufam.
A programação conta com a
realização de quatro mesas de debate, para discutir temas como a presença dos
povos indígenas na cidade e ausência de políticas públicas específicas, acesso
a terra e moradia, acesso aos serviços de saúde e educação indígena na cidade.
O procurador da República Fernando Merloto Soave será um dos debatedores da
mesa sobre o acesso aos serviços de saúde, que inicia às 14h.
O seminário também terá a
participação de diversos órgãos ligados aos interesses dos povos indígenas,
como a Fundação Estadual do Índio (FEI), a Pastoral Indigenista – Conselho
Indigenista Missionário (Cimi/Norte), a Fundação Nacional do Índio -
Coordenação Regional de Manaus, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), a
Secretaria de Estado de Saúde (Susam), a Coordenadoria Distrital de Saúde
Indígena de Manaus (DSEI – Manaus), o Centro de Medicina Indígena da Amazônia,
a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE/AM), entre outras
instituições.
Atuação do MPF/AM
A situação dos imigrantes
indígenas venezuelanos em Manaus tem sido acompanhada pelo MPF no Amazonas, por
meio inquérito civil público instaurado em março de 2017. No último
levantamento realizado em maio deste ano, foi identificada a presença de mais
de 400 indígenas da etnia Warao na capital. Atualmente, algumas famílias estão
alojadas em abrigo cedido pelo governo ou em casas alugadas, nos bairros
Educandos e Centro.
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